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Fabricantes de chupetas, mamadeiras e bicos precisam cumprir obrigatoriamente as normas técnicas

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Os especialistas alertam que o plástico, tanto das mamadeiras como de potes em geral, pode liberar uma substância prejudicial à saúde: o bisfenol-A, também conhecido pela sigla BPA.Assim como nas mamadeiras, as chupetas fabricadas com matéria-prima que contenham bisfenol-A podem fazer mal à saúde.

O bisfenol-A é usado na produção do policarbonato, um tipo de plástico, transparente e resistente. Estudos no exterior sugerem que, mesmo em quantidades pequenas, o BPA pode causar problemas neurológicos e hormonais, principalmente em bebês e crianças pequenas. Quando aquecemos líquidos dentro da mamadeira, como o leite, por exemplo, esta desloca seus componentes (dentre eles o bisfenol-A) para o líquido, sendo assim, o alimento vai ficar contaminado pelas substâncias presentes no plástico da mamadeira. Como as crianças são mais frágeis, acabam se tornando as maiores vítimas. Em adultos, o BPA foi relacionado a câncer de mama, distúrbios no coração e obesidade. Pessoas que ingerem alimentos enlatados, esquentam comida em embalagens plásticas feitas com policarbonato no forno micro-ondas ou acabaram de fazer ou refazer obturações com resina epóxi são expostas a uma maior dose de BPA.

Dessa forma, as chupetas, mamadeiras e bicos fabricados ou importados e comercializados no Brasil devem passar por ensaios, para que se verifique o atendimento aos requisitos mínimos de segurança. Esses produtos só podem ser colocados no mercado se estiverem certificados de acordo com as especificações das normas técnicas. A NBR 10334 de 11/2003 – Segurança de chupetas fixa os requisitos exigíveis para a fabricação de chupetas, incluindo formas de embalagem e recomendações de uso, em função da segurança, com exceção das chupetas para uso terapêutico, tais como as que contêm termômetros, as que se destinam a aplicar medicamentos, entre outras. Os materiais empregados na fabricação de chupetas devem ser de elastômero, plástico ou combinação destes.

Já os fabricantes brasileiros de mamadeiras e bicos precisam cumprir obrigatoriamente a NBR 13793 de 08/2012 – Segurança de mamadeiras e de bicos de mamadeiras que estabelece os requisitos mínimos para a fabricação e comercialização de mamadeiras e de bicos de mamadeiras, incluindo recomendações de uso. Segundo a norma, na fabricação de mamadeiras e bicos não podem ser empregadas matérias-primas originárias de varreduras e rejeito de natureza ou de composição diferente daquela que está sendo utilizada na produção normal. As de policarbonato, por conterem bisfenol-A (BPA) não podem ser fabricadas e comercializadas no Brasil de acordo com a Resolução 41/2011. As de vidro só com vidro borossilicato e sódio cálcico. A solução parece ser a volta das mamadeiras de vidro, que sumiram do mercado. Atualmente, só existem marcas estrangeiras, mais caras, mas nunca precisam ser trocadas, a não ser que quebrem, são muito mais ecológicas, completamente inócuas, e não fazem mal à saúde.

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