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Colchão de molas fora das normas técnicas pode afetar a saúde do consumidor

701 leituras

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

As pessoas precisam atentar para os fatores como fabricação de acordo com as normas técnicas, qualidade, durabilidade e as determinações de adaptação para cada tipo de pessoa ficam em segundo plano e o surgimento de dores não é associado à escolha errada do colchão. Apesar de não ser o principal desencadeador desses problemas, o colchão de molas e o travesseiro possuem papel fundamental para a qualidade de vida do usuário. No caso do colchão de molas, deve-se dedicar uma atenção toda especial ao tipo de molejo do modelo a ser escolhido.

Existem dois molejos básicos: as molas Bonnell que proporcionam maior durabilidade e estabilidade ao molejo, fazendo com que ele sempre retorne a sua altura original. Elas são unidas pelo arame helicoidal que recebe o mesmo tratamento térmico que as molas. A grande vantagem do Bonnell é ser um molejo de grande versatilidade, oferecendo qualidade e bom nível de conforto com custos menores.

Nas molas ensacadas ou pocket, cada mola é ensacada individualmente e costurada de forma a adaptar-se melhor as curvas do corpo. Dentre os benefícios deste tipo de molejo pode-se citar o fato de as molas não esbarrarem uma nas outras, o que diminui a vibração de um lado para o outro. Para os casais com pesos diferentes, este é o maior benefício devido aos movimentos não influenciarem no sono do parceiro. São molas de extremo conforto e são mais macias do que as do tipo Bonnell.

Quanto as normas técnicas que os fabricantes precisam cumprir obrigatoriamente e os consumidores necessitam ficar atentos aos requisitos dos produtos comprados são duas: a NBR 15413-1 de 03/2011 – Colchão de molas e bases – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio que estabelece os requisitos e os métodos de ensaio para colchões de molas e bases e a NBR 15413-2 de 03/2011 – Colchão de molas e bases – Parte 2: Revestimento que estabelece os requisitos e os métodos de ensaio para os materiais utilizados como revestimento de colchões de molas e bases (clique nos links para mais informações). Segundo a parte 1 da norma, o procedimento para determinação das dimensões deve ser realizado conforme figura A.1. Nas dimensões com relação à largura, comprimento e espessura, deve ser tolerada a variação de + – 1,5 cm. O molejo estrutural do colchão deve atender à Tabela 1 disponível nessa parte da norma.

Outros tipos de molejos com diferentes construções ou tecnologias podem ser utilizados, desde que atendam ao item 4.2.4. O produto final após o ensaio de rolagem em 7.3 deve atender a Tabela 3 e ao ensaio descrito em na figura A.2.O molejo não pode apresentar quebras de molas e de outros elementos e a medição da deformação plástica na altura da mola pode ser realizada com uma parte do molejo afetada pelo ensaio e outra não, do mesmo molejo. As características mecânicas e a composição do arame da da mola devem atender à ASTM A 487.

A borda perimetral deve manter o seu paralelisrno e perpendicularidade antes e após o ensaio de rolagem. Caso a borda perimetral seja de espuma de poliuretano, ela deve ter largura máxima de 180 mm de cada lado e densidade nominal mínima D 28, alem de atender aos requisitos de deformação permanente, densidade e teor de cinzas da ABNT NBR 13579-1. Caso a borda perimetral seja de qualquer outro material que não seja de espuma de poliuretano, ela deve ter no máximo 180 mm de largura. Caso a borda perimetral seja de aço, as características mecânicas e a composição química devem atender a ASTM A 417 e a sua área da seção deve ser equivalente ao arame com diâmetro mínimo de 4 mm.

O material utilizado como isolante deve evitar que o estofamento seja danificado e penetre no molejo, após o ensaio de rolagem, bem como deve atender ao ensaio de flexibilidade descrito no item 7.8. Em colchões de dois lados ou um lado, o matelasse, quando aplicado ao estofamento, deve atender à Tabela 2 da norma Nos requisitos de densidade mínima, resiliência e teor de cinza, caso o material utilizado seja espuma.

O colchão pode apresentar acomodação na área de utilização ou na área de impressão do corpo em relação as alturas das laterais, conforme a Tabela 3 e A.2, após uso contínuo ou ao ensaio de rolagem. Quando for utilizado não tecido de fibras sintéticas, naturais e/ou artificiais, ele deve ter gramatura mínima de 100 g/m2. Quanto aos ensaios, antes de serem efetuadas as inspeções e medições iniciais, deve ser realizada uma pré-rolagem com o rolo nas duas faces do colchão por um período de 50 ciclos (cada face). O ensaio de esgarçamento da ABNT NBR 9925 deve ser adequado à aplicação do tecido em revestimento de colchão e bases e deve ser adequado conforme a Tabela 1 da parte 2 da norma. o material utilizado como revestimento, após o ensaio de desempenho do colchão e bases, não pode estar esgarçado ou rasgado, conforme Tabela 2. A amostragem para materiais têxteis é definida por acordo entre as partes envolvidas.

Enfim, o colchão de molas é um instrumento determinante na qualidade do sono, ao se levar em consideração que se dorme em média sete horas por noite. Se a pessoa ficar acordada por todo esse período sobre uma superfície desconfortável, o que acontece quando se dorme em um colchão de molas excessivamente firme, o que pode causar cãibras, formigamento e constante mudança de posição, ou excessivamente macio que causa cansaço e constante mudança de posição. Assim, é importante saber que a carência de sono pode desencadear: a redução da eficiência do sistema imunológico, alteração do equilíbrio hormonal, obesidade, maior probabilidade de estado pré-diabético, distúrbios como depressão e ansiedade, dificuldade de cognição e de concentração, e irritação. Dormir bem é tão importante para se ter um estilo de vida saudável quanto fazer exercícios físicos e ter uma alimentação adequada, pois é este período que o corpo se utiliza para restabelecer o seu equilíbrio.

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